Segunda-feira, 26 de Novembro de 2007
Korleone Kaliano - O Pirata - A Continuidade

OS KALIANOS

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PARA QUE A MEMÓRIA NÃO SE PERCA!

Korleone Kaliano – O Pirata – A Continuidade

(Reposição)

 

Agora que já sabemos quem é verdadeiramente Dom Korleone Kaliano, diga-se que ele nunca mais deixou de mamar.

Rapidamente ascendeu ao poder, e decidiu instalar-se, com a sua real família, num solar de Acaleirona, à beira mar, enquanto esperava pelos acabamentos de um palácio que mandou construir em Amarinhada.

É que Dom Korleone Kaliano ofendeu toda a real nobreza, da sua linhagem e não só, ao perder-se de amores por uma plebeia, sem eira nem beira, assim ao estilo da Maria Papoila, que vivia em Acaleirona, antiga capital de Apeskáleira, e que se dedicava à pouco nobre tarefa da apanha das espinhas de peixe.

Até o nome dela não era grande coisa, Cidalina Kapeluda, de família não conhecida, e também sem interesse nenhum para o resto da história.

Foi o bom e o bonito, com suas Altezas, os pais de Dom Korleone Kaliano (os nossos já conhecidos Peskaleone e Marcelináia) a quererem deserdá-lo, tendo sido demovidos das suas reais intenções pelos membros do Conselho de Estado que adiante se recordarão.

Tanto que o casamento de Dom Korleone Kaliano com Cidalina Kapeluda decorreu na maior das descrições sem qualquer direito a honras de Estado.

Havia até quem insinuasse que tamanha desfeita à linhagem da família se devia a ter mamado tanto, e ao tal problema de atrofiamento cerebral que lhe fora detectado em criança.

Assim, alguns anos depois da célebre reunião do Conselho de Estado que relatámos na semana anterior, Dom Korleone resolveu, por meras razões de popularidade (estar de bem com a nobreza e com o povo) distribuir a capital de Kaliano por três terras diferentes: Varalhais, capital inicial do reino, conforme já sabemos, Acaleirona (antiga capital de Apeskáleira) e Amarinhada (antiga capital de Terradionda), lugar onde acabaram por fixar-se os pais de Dom Korleone Kaliano.

Isto causou algum embaraço aos restantes membros do Conselho de  Estado, designadamente a Dona Marileka, marquesa de Painaguião, também conhecida pelos seus dotes de eventual inteligência,  Dona Simplesmente Maria, condessa de Nestprório e vagamente descendente do reino da Jordânia, e Dona Agrhilaira, duquesa do Repolho e bem amada esposa de Dom Relkocheório, o Coxo, senhor do reino de Trepucilbigski.

Korahmud Saleh estava há longo tempo de férias na Sicília, e Dom Santanana de Glugopes resolveu passar a “andar por aí” sem andar ao certo nem ter parança em sítio nenhum.

E enquanto esperava pela conclusão da obra do Palácio em Amarinhada, Dom Korleone Kaliano resolveu mudar-se de Varalhais para Acaleirona.

É aqui que temos de regressar ao princípio dos princípios da história.

Aí está ela:

O Pirata da Perna de Pau!

É de novo o regresso a uma aventura pelos mares de Itália e suas ramificações. A existência dos clãs e seu carácter mafioso.

Há uma história infantil chamada o Pirata da Perna de Pau, o tal com olho de vidro e cara de mau.

O que muita gente não sabe é que o dito pirata existe mesmo, tem raízes em Itália, mas, oh cruel destino, paira para os lados da Península Ibérica, e ao que tudo indica, foi em Portugal que se radicou.

Como todo o bom pirata, e como verdadeiro kaliano, tem todos os sinais de um autentico mafioso. Como todos os kalianos e mafiosos é sedutor, afável, e capaz de apunhalar quem quer que seja pelas costas, não olhando a meios para atingir os fins.

O pirata da perna de pau…

Este por acaso, e que se saiba, não tem olho de vidro.

Quanto a cara de mau estamos conversados. Não se parece com coisa nenhuma, mas também não precisa porque tem cara de kaliano.

Cara tem a ver com carácter, e como já se percebeu isso é coisa que ele, e aliàs os kalianos de um modo geral, não sabem o que é, mas também não lhes importa . O que interessa é atingir os fins.

Os meios são os que forem precisos.

Mas vamos à fábula…

 

Korleone Kaliano resolveu um dia que haveria de conseguir ficar com a pequena fortuna de um seu antigo colaborador, Giuseppe Petrovich.

A pretexto de uma inventada mal sucedida missão, Korleone Kaliano instalou-se nas cercanias de uma praia na costa ocidental da península ibérica.

Esquecendo propositadamente todas as anteriores missões de Giuseppe, contratou um capanga da mesma cidade onde aquele vivia para iniciar a táctica da ameaça e da tortura psicológica, chegando mesmo a raiar situações de massacre familiar.

O capanga contratado que, em termos de falta de carácter, nada ficava a dever aos kalianos, e ao que consta, tal capanga, embora nascido nas terras da ibéria, recebera formação em Itália, decidiu começar a tarefa de que Korleone Kaliano o incumbira, enviando  cartas ameaçadoras a Giuseppe Petrovich.

A primeira ameaça consistia em exigir avultadas quantias em dinheiro, como indemnização pela “suposta missão falhada”.

Aquilo que Korleone não contou ao capanga foi que o “aparente” fracasso da dita missão se ficou a dever à resistência, e posteriormente à negação por Korleone, das condições de sucesso que Giuseppe e outros elementos entretanto metidos na história lhe prupuseram para que a missão fosse levada a bom termo.

Giuseppe Petrovich, que preservava a honra acima de tudo, e não queria ver a sua família envolvida em situações de missões secretas, tinha como código de conduta um princípio, qual era o de não se deixar submeter a quem quer que fosse, nem ficar a dever favores para sempre impagáveis a ninguém, fosse a alguém do clã kaliano ou a qualquer outrém.

Aos primeiros sinais de ameaça, procurou outro capanga a quem pediu uma missão de sacrifício: Aguentar pelo maior tempo que fosse possível a táctica de massacre do inimigo até ter reunidas as condições para satisfazer a gula mafiosa e maquiavélica de korleone kaliano.

Este segundo capanga tentou  demover Giuseppe Petrovich das suas intenções, mostrando-lhe que, como aliàs ele próprio sabia, tinha mais do que razões para resistir e provar a maldade de korleone.

Mas Petrovich não aceitou.

Acima de tudo não queria submeter-se a uma prova de enxovalho perante korleone kaliano, nem mesmo perante qualquer outro kaliano, e muito menos ficar para sempre subjugado aos favores que alguns poucos kalianos decerto estariam dispostos a fazer-lhe para demover korleone e o seu capanga das suas mafiosas intenções.

É que Giuseppe Petrovich conhecia bem os kalianos, e sabia melhor que ninguém que estes nunca dão ou fazem nada desinteressadamente, e mais tarde ou mais cedo alguém viria cobrar-lhe o tal “pretenso” favor anteriormente feito.

Isto apesar de todas as dúvidas que (pese embora o sentido de família, a que todos os mafiosos, e também os kalianos defendem) korleone cedesse a qualquer influencia fosse de quem fosse.

A história termina, e isto para abreviar, com Giuseppe a conseguir desfazer-se dos poucos bens que tinha, e a incumbir o capanga que contratara de pagar ao capanga de korleone kaliano o que ele exigia.

Escusado será dizer que Giuseppe nunca mais quis saber de kalianos, e passou a viver absolutamente tranquilo e em paz consigo mesmo.

É que, quanto ao resto do clã kaliano, Giuseppe adoptou uma linha de princípio: “que passem bem, muito obrigado”.

Quanto a korleone kaliano, e à sua família mais chegada (isto é, pais e filhos) deverá ter ficado feliz da vida com aquilo que pensou ter sido uma vitória, babando-se no dinheiro que criminosamente extorquiu a um seu antigo colaborador.

Claro que para ele, como para os mafiosos e kalianos em geral, pouco importa se o dinheiro vem de forma mais ou menos criminosa.

Para eles as pessoas valem por aquilo que têm ou aparentam ter, e não por aquilo que são.

E assim acaba a história do pirata da perna de pau, sem olho de vidro mas com carácter de mau, chamado korleone kaliano.

Apenas para que conste, qualquer semelhança desta história com a realidade poderá ser que seja pura coincidência.

De facto o mundo das fábulas é de uma inesgotável riqueza.

 

HPeter, Fábulas.

 

 

 



publicado por HPeter hdp às 00:03
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