Segunda-feira, 12 de Novembro de 2007
O Rei da Cana de Pesca - Reposição

OS KALIANOS

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O Rei da Cana de Pesca - Parte II

 

Pois então Peskaleone e Marcelináia casaram-se, como deixámos anunciado na parte I da fábula. Casaram-se num belo dia de um mês qualquer, de acordo com o calendário chinês, dado que a restante nobreza não permitiu que o casamento se fizesse de acordo com as regras da realeza ocidental.

E o casamento foi em África, num país qualquer cheio de cocos e bananas, e que, tanto quanto se sabe, não era ainda um país independente à data do casamento. Foi essa outra condição que a realeza internacional impôs.

E foram ainda obrigados a aceitar uma terceira condição para que a cerimónia tivesse a pompa real adequada. Um dos padrinhos dos noivos teria de ser Relkocheório, rei de Trepucilgibski, de modo a garantir que não viriam por aí quaisquer guerras que perturbassem a paz das marquesas, viscondes e demais bicharada semelhante.

Há que dizer que Relkocheório ainda tentou recusar. Em vão.

A nobreza internacional mandou-lhe um emissário com a seguinte encomenda: “não aceita ser padrinho de um dos noivos, e Trepucilgibski deixará de ser reconhecido como reino independente

Relkocheório, assim chamado porque era coxo, há muito ambicionava tomar o reino dos Kálios, nem mais nem menos, o reino de Marcelináia, ou seja, Terradionda. Com efeito o povo de Terradionda era mundialmente conhecido como “os Kálios”, porque outrora o seu reino estivera ocupado pelos Kalionteros, povo bárbaro do tempo dos suevos e visigodos, comandado por um rei sanguinário chamado Kalionte, e que tinha iniciado o seu império nos confins da Ásia Menor, posteriormente alargando as suas fronteiras até à zona mediterrânica, ocupando integralmente várias ilhas, entre elas a que é hoje a Sicília, e chegando mesmo a tomar a Helénia, hoje Grécia, e também parte do território do continente.

Daí só foram expulsos ao fim de muito tempo pelos Romanos, e mesmo assim só depois de muitas e sangrentas lutas, sob o comando de Marco António.

A derrota perante os Romanos forçou os Kalionteros a fugir para outras regiões daquilo que é hoje a Europa, e até para outras regiões do mundo. Os poucos Kalionteros que ficaram em Roma a trabalhar como escravos, tiveram também de fugir, muito tempo mais tarde, quando Nero mandou incendiar Roma, e tinha dado ordens expressas para que todos os Kalionteros encontrados fossem atirados à fogueira.

Por seu lado, e como já sabemos, os habitantes de Apeskáleira eram conhecidos pelos “Leones”, em homenagem à dinastia Leone que desde sempre governara o seu povo dedicado à pesca, sendo o seu rei, ao tempo da nossa fábula, e como também já sabemos, Peskaleone.

Não se sabem ao certo as raízes de tal dinastia, mas tudo indica tratar-se de um ramo de outro povo bárbaro, os Vândalos, ramo esse que, por entretanto se ter convertido ao cristianismo, se autonomizou, e fixou-se desde muito cedo no território da Gália, hoje mais ou menos a França, tendo-se posteriormente ramificado para sul, ocupando partes importantes da Ibéria.

Além de Relkocheório, que entretanto aceitou ser padrinho de ambos os noivos, esteve também presente como madrinha  a marquesa de Painaguião, de seu nome Marileka, sendo mestre de cerimómias a condessa de Nestprório, de seu nome Simplesmente Maria, e vagamente descendente do reino da Jordânia.

Falta dizer, como aliàs quase sempre acontece nas realezas, que todos estes personagens eram parentes entre si, fossem cunhados ou primos, ou outra coisa qualquer.

Convidados no casamento eram muitos, neles sobressaindo Carlos, o Príncipe de Gales, Constantino da Grécia, Juan Carlos de Espanha, e tantos outros.

Parece que, de entre a alta estirpe da nobreza mundial, só terá faltado Duarte de Bragança, embora se desconheçam os motivos de tal ausência.

Como também dissemos na parte I da fábula Peskaleone e Marcelináia decidiram fundir os seus dois reinos num só. E depois de um merecido tempo de lua de mel na Sicília, e consumado o matrimónio, à vista de todo o povo pela evidente gravidez da raínha, deitaram mãos à tarefa.

Designaram como intendente mor do reino um siciliano de ascendência árabe, mas convertido ao cristianismo, chamado Korahmud Saleh, a quem cometeram a grandiosa tarefa de fazer a integração dos Kálios com os Leones.

Veremos isso nos episódios seguintes.

 

HPeter, Fábulas.

 



publicado por HPeter hdp às 00:03
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