Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2007
O PIRATA E O KALIANO IMPÉRIO DA CONSPIRAÇÃO

OS KALIANOS - O KLÃ DO TREVO

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PARA QUE A MEMÓRIA NÃO SE PERCA

O PIRATA E O KALIANO IMPÉRIO DA CONSPIRAÇÃO

-Reposição-

 

Andamos para aqui a falar há algumas semanas de Korleone Kaliano, o Pirata, ou se se quiser, mais simplesmente O Kaliano, com a sua ascendência fixada em Amarinhada, antiga capital de Terradionda, nas históricas figuras de Peskaleone e Marcelináia (lembram-se…do primeiro episódio…feios até dizer “chega”), e das diabruras que o Kaliano começou a arquitectar para conquistar Fozigueira, antigo domínio de Dom Santanana de Glugopes.

Toda esta história começou com a descrição da maldade aprendida no Klã Kaliano e por influencia das Escolas de DonaSantaMafiona, de influencia siciliana, e com o Klã a beber os seus fundamentos nas mais refinadas tradições de Itália, que Korleone, O Pirata, ou mais directamente O Kaliano fez a um seu antigo colaborador, Giuseppe Petrovich, e o que este último teve de fazer para resolver o problema.

Terminámos o episódio da semana anterior com a referencia à primeira e principal preocupação dos Kalianos: conspirar.

Pois é de conspirações que continuaremos a falar hoje, porque o desgraçado do Giuseppe Petrovich já em tempos tinha servido de cobaia a outra maldade dos kalianos, quando lhe inventaram uma estapafúrdia ligação amorosa, imagine-se a quem?

-Nem mais nem menos a Dona Agrilhaira, duquesa do Repolho, bem amada esposa de Dom Relkocheório, O Coxo, senhor do reino de Trepucilgibski.

Esta conspiração serviu mais tarde às mil maravilhas a Korleone, O Kaliano Pirata, para fazer o que fez ao Giuseppe.

E quem manobrou, planeou, arquitectou, concebeu, alimentou, tal historieta (porque aqui para nós que ninguém nos ouve, entre o Giuseppe e a dita Agrilhaira nunca houve coisa nenhuma), historieta monstruosa que foi mesmo objecto de acções inacreditáveis produzidas por outros e outras Kalianos mais imberbes, que por isso mesmo não são para aqui chamados?

-Ora, quem haveria de ser?

-Ciumeiras de Dona Marileka, marquesa de Painaguião, mais conhecida pelos seus dotes de eventual inteligência, devidamente acolitada pela Dona Simplesmente Maria, condessa de Nestprório, e vagamente descendente do reino da Jordânia.

Em tal conspurcada história, e tanto quanto se percebeu nos anais do reino, constantes dos Arquivos guardados na sua capital, Varalhais, chegou a participar o já nosso conhecido Korahmud Saleh, já com os seus estudos de medicina veterinária concluídos e também com o mestrado na maratona olímpica.

E ciumeiras porquê, perguntarão os mais desatentos.

Assim um pouco à moda de Lilika Paneças do reino Kaliano, Dona Marileka estava convencida dos seus dotes de beleza natural, fatal e irresistível, e em que o relato das suas aventuras amorosas, ao que se constava à época, já não cabiam num caderno diário de 100 páginas, só nunca se percebendo se tais aventuras eram pouco duradouras por culpa da própria, ou se eram os seus apaixonados que dela se fartavam ao fim de algum tempo.

Fosse o que fosse, sabe-se agora que Dona Marileka e mais alguns acólitos kalianos imberbes, têm uma mente doentia, e à falta de objecto concreto de conspiração, inventam-no.

Precisam disso como de pão para a boca.

Se não encontram motivos para estarem permanentemente a conspirar contra alguém, começam a atrofiar, param-lhes os neurónios, ganham uma ansiedade perturbadora.

Com o desenvolvimento do seu Klã, os Kalianos passaram a considerar-se a eles próprios os únicos exemplos da inteligência (bem…quanto a Marileka já sabemos), os únicos detentores da verdade e do poder, e para manter esta chama sempre acesa é preciso inventar inimigos, criar histórias rocambolescas e complicadas, no fundo fazer aquilo que é ancestral nos mafiosos: dividir para reinar.

E vai daí, inventou-se uma história de namorico entre Giuseppe e Agrilhaira.

Korleone, O Pirata Kaliano, terá sabido disto, e serviu-se sabiamente de tal invenção para, a pretexto da infundada mal sucedida missão de que já aqui se falou, tramar a vida a Giuseppe.

Quando se lhe meteu na cabeça, tempos mais tarde, que haveria de ser o senhor de Fozigueira, as coisas começaram a complicar-se.

Gastou nessa tentativa guerreira os tesouros que havia no reino, pôs Varalhais de pernas para o ar, começou a sentir alguma contestação Kaliana, ao ponto de sua amada esposa Cidalina Kapeluda (que, relembremos, tinha começado a vida a apanhar espinhas de peixe em Acaleirona, antiga capital de Apeskáleira) mais a filha Andreota Kaliano, terem sentido necessidade de montar um negóciozito para ganharem uns trocados.

O que no entanto veio complicar a vida do Pirata Kaliano, que terá tido uns tempos de felicidade a babar-se no dinheiro que roubou ao Giuseppe, foi um imprevisto facto histórico.

Nem mais, nem menos, o advento da República.

Vêem aí mais episódios escaldantes.

 

HPeter, Fábulas.

 



publicado por HPeter hdp às 00:03
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